Como líderes podem engajar equipes no cenário atual?

O engajamento dos colaboradores reflete diretamente nos resultados das empresas

Treinamento SOAP
27/09/2023
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Engajar equipes para obter o melhor resultado no ambiente corporativo talvez seja um dos principais desafios que os líderes precisam assumir. Mas, aos poucos, é possível avançar em estratégias que ajudam a manter os colaboradores motivados e gerando mais resultados para a organização. 

Um levantamento da Gallup, empresa de pesquisa de opinião dos Estados Unidos, mostra que, em todo o mundo, houve um aumento no nível de engajamento dos funcionários em relação aos seus empregos. Em 2021, o índice ficava em 12%, já no ano passado o número subiu para 23%. 

E por “engajado” a pesquisa quer dizer que o funcionário considera que seu trabalho tem significado e se sente conectado aos seus colegas e líderes. 

O engajamento das equipes é um tópico extremamente importante no contexto organizacional, pois influencia aspectos importantes dentro da empresa, como a eficiência dos profissionais, a inovação e até mesmo a rentabilidade da companhia. 

Por que engajar equipes é tão importante? 

Na prática, diversos benefícios podem ser observados quando a empresa tem à disposição uma equipe verdadeiramente motivada e engajada. 

A produtividade, por exemplo, tende a aumentar, uma vez que seus colaboradores estão mais comprometidos com o trabalho e enxergam valor na visão e estratégias da empresa.  

Outro ganho é na diminuição da rotatividade de funcionários. Afinal, colaboradores engajados são mais propensos a permanecer na organização a longo prazo. Além de garantir que os processos ocorram de maneira mais rápida e fluida, a retenção de talentos também proporciona a economia de recursos. 

Em termos de criatividade e inovação, uma equipe mais engajada se sente estimulada a pensar estratégias diferentes, compartilhar ideias e sugestões e testar novas possibilidades para solucionar problemas da organização, o que pode levar a melhorias nos processos de negócios, produtos e serviços. 

Por fim, o relacionamento com clientes, fornecedores e parceiros também tende a melhorar, elevando o nível de reputação da empresa no mercado. 

Engajamento x Motivação 

Muitas vezes, o engajamento e a motivação são vendidos como a mesma coisa. Embora sejam conceitos relacionados, ambos desempenham papéis diferentes no contexto empresarial. 

Enquanto a motivação se refere ao impulso (interno ou externo) que cada um tem para agir, o engajamento é mais amplo, estando relacionado ao compromisso e à conexão de um indivíduo com algo, seja o trabalho, estudo ou algum outro projeto específico.  

Para entender um pouco mais, veja a diferença entre os conceitos abaixo: 

Motivação: 

A motivação está ligada ao desejo de uma pessoa agir para alcançar determinado objetivo. Essa motivação pode ser intrínseca (vir de dentro da pessoa) ou extrínseca (ser motivada por um fator externo, como recompensas financeiras). 

Normalmente, é uma característica individual, ou seja, cada pessoa tem suas próprias motivações com base em seus interesses, valores e necessidades. Essa motivação também pode variar de acordo com as circunstâncias que cercam o indivíduo. 

Isso significa que uma pessoa pode estar altamente motivada para realizar uma tarefa em um determinado dia, mas nos dias seguintes, por diferentes motivos, como cansaço ou algum acontecimento ruim, essa motivação pode diminuir. 

Engajamento: 

Já o engajamento está atrelado ao comprometimento de uma pessoa com um projeto. No ambiente corporativo, por exemplo, é o quanto um funcionário está conectado com o seu trabalho, sua equipe e a organização como um todo. 

Diferentemente da motivação, o engajamento é mais amplo e envolve não só o indivíduo, como todos aqueles que estão envolvidos em um mesmo projeto que ele.  

Grupo de pessoas comemorando e com as mãos e braços para o alto
Engajamento é quando o funcionário está conectado com o seu trabalho, com a equipe e com a empresa

Quando se olha especificamente para o contexto empresarial, a liderança tem um papel fundamental no engajamento. Afinal, são os líderes que vão promover uma cultura de apoio, reconhecimento e desenvolvimento pessoal para construir um bom clima organizacional e, consequentemente, equipes mais engajadas. 

As cinco disfunções de uma equipe 

Há mais de 20 anos, o autor e consultor em gestão, Patrick Lencione, introduziu no mercado o conceito que ficou conhecido como “As Cinco Disfunções de uma Equipe” — em inglês, “The Five Dysfunctions of a Team”.  

Em um livro que leva o mesmo nome, Lencione listou as principais disfunções que podem afetar o desempenho de uma equipe e como os líderes podem superá-las. Entre elas, o especialista destacou: 

#1. Falta de confiança 

Patrick Lencione explica que a base para uma equipe eficiente é a confiança mútua entre seus membros, incluindo os líderes. E para que essa relação seja construída, precisa haver abertura para que todos possam se sentir confortáveis com a vulnerabilidade e admitam seus erros, sem medo de punições e julgamentos. 

Sem uma relação confiança, os membros da equipe tendem a se resguardarem, prejudicando a comunicação aberta, a colaboração e até mesmo a capacidade de inovação do time. 

#2. Medo do conflito 

Muitas pessoas podem acreditar no contrário, mas a verdade é que um conflito construtivo é saudável para as equipes. Isso porque opiniões e pontos de vista diferentes estimulam o desenvolvimento de novas ideias. 

#3. Baixo comprometimento 

Quando os membros da equipe não estão verdadeiramente comprometidos com as decisões, torna-se mais difícil avançar nas estratégias.  

E a principal causa desse problema está na falta de alinhamento e de um debate saudável sobre o processo de definição dessas estratégias ou até mesmo na forma como a comunicação é feita. 

#4. Falta de responsabilidade 

Em equipes eficazes, todos reconhecem a importância de assumir suas responsabilidades e também colaborar para que os outros membros tenham o mesmo comprometimento e as condições necessárias para cumprir os compromissos e metas desejadas. 

Isso envolve, se necessário, um diálogo aberto entre os colegas para entender o que há de errado quando um colaborador não consegue cumprir com suas obrigações, por exemplo. 

#5. Desatenção aos resultados 

Por fim, a última disfunção, e talvez uma das mais importantes, lança um alerta para a possibilidade de a equipe não estar focada nas metas necessárias para a organização. 

Manter a concentração apenas em objetivos pessoais ou de departamentos específicos pode prejudicar as estratégias da organização e o sucesso da equipe como um todo. 

Ao discorrer sobre essas disfunções, Lencione destaca que todas elas estão interconectadas. Isso significa que uma única disfunção pode desencadear problemas em cascata que podem prejudicar a performance das equipes e os resultados de uma empresa. 

Por isso, para melhorar o desempenho de uma equipe, é fundamental que os líderes identifiquem e abordem essas disfunções de forma proativa, buscando criar um ambiente de trabalho onde a confiança, a comunicação aberta e o comprometimento com metas comuns sejam incentivados e valorizados. 

Como os líderes podem superar essas questões para engajar equipes? 

Diante desses desafios, cabe ao gestor entender o melhor caminho para construir, junto aos colaboradores, um ambiente de trabalho propício ao engajamento e à superação das disfunções de uma equipe. Para isso, algumas ações podem ser trabalhadas, como: 

  • Promova uma abertura para que os colaboradores se sintam confortáveis com a vulnerabilidade, por meio de relacionamentos mais profundos e de uma comunicação transparente; 
  • Incentive o conflito construtivo e a criação de um ambiente seguro para debates saudáveis, que valorizem a diversidade de ideias e opiniões; 
  • Envolva todos os membros da equipe na tomada de decisões e garanta que todos estejam alinhados com os objetivos da equipe; 
  • Crie um senso de responsabilidade compartilhada, onde os membros da equipe compartilham e se apoiam no cumprimento de suas responsabilidades; 
  • Garanta que os objetivos organizacionais sejam claros e que todos na equipe compreendam como seu trabalho contribui para esses objetivos.  

Líder engajador: como fazer seu time amar as segundas-feiras 

A SOAP, em parceria com a consultora, palestrante, professora e facilitadora nas áreas de Recursos Humanos, Liderança, Engajamento, Propósito, Cultura, Comunicação e Clima Organizacional, Carolina Losicer, desenvolveu um e-book com dicas para quem quer aprender a motivar suas equipes e, consequentemente, gerar mais engajamento. 

No material, a especialista Carolina Losicer explica, por exemplo, que a ideia de amar o trabalho está longe de ser utópica ou romantizada. Ao contrário, é uma característica das pessoas que estão realmente conectadas com aquilo que desempenham no dia a dia e veem valor no seu trabalho. 

Pessoas motivadas e engajadas também tendem a gostar do ambiente e de seus colegas de trabalho, veem propósito no negócio em que atuam e se sentem reconhecidas pelo seu potencial. Por isso, são as que mais entregam resultados satisfatórios e que geram valor. 

No entanto, se antes tínhamos uma lógica de mercado que supervalorizava o trabalho excessivo, agora diversos estudos apontam que cada vez mais as pessoas priorizam qualidade de vida e estão dispostas a largar um emprego se sentirem que estão em um trabalho tóxico.   

Por isso, o líder tem assumido um papel ainda mais importante em reconhecer os talentos e extrair o melhor de cada colaborador para que eles se mantenham engajados e motivados.  

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