Apresentações

Ferramentas de apresentações profissionais da web: o que prometem X o que entregam

Desenvolver apresentações toma uma boa parte do dia-a-dia profissional.

Treinamento SOAP
13/07/2016
Desenvolver apresentações toma uma boa parte do dia-a-dia profissional. A SOAP identificou essa necessidade em 2003 e criou no Brasil um mercado voltado a ajudar executivos a sofrerem menos na construção e a brilharem na performance de suas apresentações. Hoje, além de milhares de agências e profissionais fazendo isso no mundo, há uma onda de ferramentas de apresentações profissionais na web que prometem facilitar o desenvolvimento de apresentações presenciais e autoexplicativas, com interfaces de usos simples, maior oferta de recursos visuais e facilidade de compartilhamento. Testamos três dessas ferramentas e apresentamos aqui a nossa análise do que prometem em seus websites X o que percebemos que elas de fato entregam como experiência. A percepção da SOAP de forma alguma desqualifica quaisquer outras experiências que você possa ter tido. Aliás, gostaríamos muito de ver outras percepções postadas aqui. Também aceitamos dicas de outras ferramentas para testarmos.
 
HAIKU DECK O que promete: “Um tipo completamente novo de software de apresentação. Fazemos a sua história ser contada de forma simples, bela e divertida. Liberte sua história.” O que entrega: Acredito que o Prezi de fato cumpre a promessa de ser um software completamente novo de apresentação, pois, de alguma forma, tenta aplicar um novo modelo de construção da narrativa, mais não-linear e permite a visualização de sua apresentação como se fosse um mapa mental. Mas, peraí, esse tópico não era para falar do Haiku Deck? Pois é. Apesar de muito bonita e verdadeira, a filosofia da simplicidade ancorada na noção de “uma ideia por slide” não é nova. Além disso, a plataforma que a suporta, ao invés de “libertar a história,”, a aprisiona a apenas esse tipo de expressão visual: imagem grande no fundo, um titulo e a possibilidade de alguns bullets sempre com a mesma fonte. Isso mesmo. Não dá para escolher nem se você quer um destaque em negrito. O que também não é novo é a forma de construção, muito similar à do PowerPoint, em que você adiciona slides, anotações e tenta encaixotar seu roteiro dentro desse “deck”, que é o mesmo termo que algumas corporações usam em enfadonhos relatórios em PPT e que outras criticam, como já ouvimos de clientes em cursos nossos: “queremos menos deck e mais doc”. Apesar de, com o tempo, o Haiku Deck passar a oferecer novos tipos de template, ainda assim limita muito a criatividade. Pode ser simples, mas aí a ser belo e divertido vai depender da experiência de cada usuário. No entanto, vimos coisas positivas. A filosofia “uma ideia por slide”, apesar de batida, ainda é pouco utilizada e, pelo menos, a plataforma está tentando fazê-la ser mais palatável e de fácil aplicação. Além disso, durante a experiência de uso, vimos uma aplicação fantástica para o Haiku Deck: ser aquele banco de imagens gratuitas que você já está procurando há um bom tempo. Dentro da plataforma, há uma ferramenta de busca por imagens com licença Creative Commons, liberada para uso desde que com o devido crédito. Ao exportar a apresentação (SlideShare, PDF ou PPT), a própria plataforma insere os créditos de forma discreta na base do slide, sendo que você pode também reuni-los todos em um slide ao final. E, então, depois de exportar as imagens que você buscou e selecionou, a dica é que você as leve para uma ferramenta como o PowerPoint ou Keynote, que vai te permitir recortes, fontes novas, jeitos diferentes de diagramar, animar e, enfim, dar um dinamismo maior à apresentação. Só cuide para não cair nos excessos que essas ferramentas também permitem.
   
POWTOON O que promete: “Criação fácil e intuitiva de vídeos e apresentações animadas com resultados profissionais. Gratuito e incrível!” O que entrega: Os adjetivos “fácil” e “intuitivo” podem muito bem serem aplicados à interface do aplicativo: uma tela similar a um PowerPoint com uma biblioteca de títulos, fundos, formas e cartoons animados (daí o nome) que você simplesmente clica, arrasta e testa. Mas a criação é um processo que precisa começar antes de você abrir o aplicativo. É no roteiro que você vai encadear suas mensagens, ter ideias e imaginá-las. E é justamente aí que pode estar o principal conflito com o PowToon: e se o que você imaginou não estiver disponível na biblioteca? Você precisará fazer um esforço para tentar adaptar a ideia ao que for permitido pela ferramenta. Ou, encontrar algo até mais parecido, mas que aí já não é gratuito, como prometido logo na página inicial. Talvez valha a pena o investimento, talvez não . Mas se você chega a esse ponto, a experiência já deixa de ser tão incrível. E os “resultados profissionais?” Esse é um termo bem amplo e que não define o tipo de resultado que você pode ter. Tudo depende da sua expectativa. Quer fazer um vídeo ou apresentação para uso interno? Uma demonstração de um produto para aprovação da diretoria? Um rascunho de uma campanha? Sim, sem dúvida há mais e melhores recursos visuais para essas aplicações do que o que você encontraria no próprio PowerPoint. Mas não creio que isso substitua a criação de vídeos com alta qualidade e excelência, ou para ficar no termo usado pelo PowToon, um alto nível de resultado profissionais. Desse tipo de vídeo falamos nesse post aqui e também aqui.
 
EMAZE O que promete: “Apresentações incríveis. Fácil de usar, baseado na nuvem, tradução automática, acesso multi-dispositivo, roda em qualquer browser, design excepcional.” O que entrega: Incrível a tecnologia, não a apresentação, já que é possível fazer apresentações ruins com qualquer ferramenta. No entanto, foi o aplicativo que nos pareceu ter a entrega mais próxima da promessa, pois se assume como uma tecnologia que facilita uso, automatiza processos e permite adaptações a diferentes dispositivos, o que é algo muito valorizado nesse mundo cada vez mais móvel. O ponto negativo fica por conta do mesmo problema de todas essas plataformas: tentar encaixotar seu roteiro e suas ideias em templates prontos. Na página inicial, o próprio processo é descrito assim: escolha o template -> crie a apresentação. Não deveria ser o contrário? De qualquer forma, o design dos templates tem, de fato, um apuro visual superior em relação a outras ferramentas. Alem disso, o Emaze permite que você importe um PPT com toda a estrutura de conteúdo dentro desses templates que, depois podem ser customizados, ter imagens e até vídeos da web inseridos e diagramados dentro do possível. Ao rodar algumas apresentações com diferentes templates, percebemos a tendência de transições “a la Prezi” entre os slides, o que fica bacana nos primeiros minutos de uma apresentação, mas logo cansa. Serve melhor à pitchs curtos. E por falar em ferramentas, já ouviu falar do Sway, lançamento da Microsoft, e que pode também ser usado para apresentações? Dê uma olhada no vídeo, comente e diga como acha que ele pode ajudar a melhorar suas apresentações.
 
Na SOAP, acabamos de lançar um curso direcionado a quem quer aproveitar ao máximo a ferramenta: SOAP Slides! Quer conhecer mais? Clique aqui!

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