5 classificações de liderança, segundo o GPTW

Estas classificações podem impulsionar uma liderança mais humanizada e colaborativa

Treinamento SOAP
29/12/2023
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O Great Place To Work (GPTW) — consultoria global dedicada a orientar empresas na busca de resultados por meio de uma cultura de confiança, alto desempenho e inovação —, no seu relatório de 2023, introduz um aliado para o desenvolvimento de lideranças mais humanizadas e colaborativas: as 5 Classificações de Liderança. 

Quanto mais complexos os empreendimentos, mais eles demandam líderes capacitados, fundamentais para alinhar equipes, objetivos corporativos e valores organizacionais. E esses líderes, como representantes da empresa, desempenham um papel vital na construção de um clima organizacional positivo, impactando diretamente a satisfação dos colaboradores. 

Por isso, esse é um papel estratégico, capaz de moldar não apenas o presente, mas também o futuro das organizações. Quando a liderança não está alinhada com os objetivos da empresa, os impactos podem desencadear desafios que vão desde a desmotivação e falta de engajamento da equipe até demissões decorrentes de condições de trabalho insatisfatórias. 

No decorrer deste texto, você irá conhecer as cinco classificações de liderança delineadas pelo relatório do Great Place To Work 2023 — Inconsciente, Aleatório, Transacional, Bom Líder e For All —, entenderá os padrões de comportamento adotados e como eles impactam a configuração da produtividade, engajamento, coesão e integração dentro das equipes. 

Conheça as 5 classificações de liderança

As classificações de liderança do Great Place to Work são baseadas na metodologia da Jornada da Liderança.  

Esse método, “identifica perfis de liderança nas empresas, independentemente da senioridade do cargo, visando a eficiência dos investimentos em capacitação”, como descreve o próprio relatório.  

Segundo essa metodologia, pode-se classificar as lideranças de acordo com 5 estágios: 

#1. Inconsciente 

Neste estágio, os líderes não demonstram consciência do impacto que exercem sobre os outros, o que resulta em uma falta de confiança e, por vezes, na dificuldade de engajar a equipe. 

#2. Aleatório 

No estágio aleatório, os líderes revelam-se imprevisíveis em suas ações. Em certos momentos, estão conectados e atentos; em outros, desconectados. A variação de comportamento é percetível e é comum que tenham funcionários favoritos, consciente ou inconscientemente. Também é frequente a falta de apoio ativo às suas equipes. 

#3. Transacional 

Líderes neste estágio têm como principal objetivo resolver itens de suas listas de tarefas. Sua principal preocupação é atingir indicadores de desempenho, faltando carisma e visão estratégica. Seu estilo de trabalho e comunicação ainda é inconsciente, resultando na falta de tentativas de formar conexões pessoais e de incentivar a inovação. 

#4. Bom Líder 

No estágio de Bom Líder, os líderes se destacam pela consistência e clareza em relação às expectativas. Eles compreendem que erros podem ocorrer e reconhecem que as equipes têm uma vida além do trabalho. 

O Bom Líder auxilia sua equipe a entender seus papéis, tanto individual quanto coletivamente, na organização. Além disso, oferece suporte ao avanço na carreira de cada membro. 

#5. For All 

Líderes For All optam por liderar nos bastidores, permitindo que seus liderados alcancem seu melhor desempenho. Neste estágio, tratam as pessoas com dignidade, independentemente de suas posições. 

Eles trabalham duro, lideram pelo exemplo e são reconhecidos por sua honestidade, ética e confiabilidade. É evidente que preferem que seus liderados trabalhem com autonomia, priorizando a justiça. 

De acordo com o relatório, há uma queda na proporção dos Líderes for All e Bons Líderes, enquanto os Transacionais aumentaram em relação ao ano anterior.  

Gráfico mostra indicadores de liderança
(Reprodução relatório Great Place to Work 2023)

A teoria de Chiavenato 

Quando falamos sobre classificações de liderança, é impossível não lembrar dos Estilos de Liderança de Idalberto Chiavenato — escritor, professor e consultor administrativo, um dos maiores nomes no Brasil quando o assunto é Recursos Humanos.  

Sua proposta de classificação de lideranças se baseia no comportamento do líder em relação às pessoas. São elas: 

Liderança autocrática 

A liderança autocrática é um estilo que concentra o poder nas mãos do líder. Nesse modelo, as diretrizes do trabalho são apresentadas de maneira que os colaboradores têm pouca ou nenhuma influência nas escolhas organizacionais.  

O líder autocrático assume total responsabilidade pela tomada de decisões, organização dos times e definição das estratégias, desenvolvendo uma dinâmica em que as direções a serem seguidas são sempre delineadas por eles. 

Dessa forma, quando pensamos em liderança autocrática, a relação entre líder e liderados é caracterizada por uma clara assimetria, focada predominantemente no líder. Ele é quem detém o controle dos processos. 

Isso pode gerar eficiência operacional em situações de urgência. No entanto, essa abordagem é prejudicial para a autonomia e a criatividade dos liderados, uma vez que a falta de espaço para a participação nas decisões organizacionais pode gerar desmotivação e insatisfação. 

Liderança liberal 

Indo na contramão da liderança autocrática, a liderança liberal traz uma abordagem que proporciona aos membros da equipe elevados níveis de autonomia e responsabilidade na tomada de decisões.  

Nesse modelo, o líder permite que seus liderados determinem os caminhos a serem seguidos e usem os meios que mais se identificam para alcançar os objetivos estabelecidos pela empresa. 

A liderança liberal incentiva a participação ativa e a criatividade dos liderados, valorizando suas contribuições em grupo e individuais. Um detalhe desse estilo de liderança é a postura reativa do líder em relação às demandas do time. Esse aspecto busca promover uma cultura organizacional mais flexível e descentralizada, na qual a autonomia individual é vista como potencial criativo e inovador. 

Liderança democrática 

Na liderança democrática, o líder assume o papel de orientador de seus liderados, buscando uma participação ativa e o envolvimento da equipe nas decisões organizacionais. Esse modelo foca na atuação conjunta de líderes e equipes, visando soluções que sejam legitimadas por ambas as partes. 

Nesse estilo de liderança, a tomada de decisões é um processo colaborativo, participativo e inclusivo. No cotidiano da liderança democrática, a tomada de decisões e a escuta atenta da equipe fazem parte da rotina e, além de fortalecer o senso de pertencimento entre os membros, as iniciativas contribuem para a geração de soluções e o alinhamento dos interesses coletivos. 

O líder democrático orienta, guia e direciona sem impor sua opinião de forma autoritária. Ele cria um ambiente que estimula a autonomia, além de engajar os seus liderados.  

Dessa forma, a liderança democrática se destaca como um estilo que promove a colaboração, transparência e responsabilidade individual e compartilhada. 

Por que essas classificações de liderança importam? 

As classificações de liderança importam, porque elas são um norte para o comportamento da gestão de uma empresa.  

Dentro os estilos da GPTW ou da teoria de Chiavenato, não existe uma resposta padrão sobre qual é mais adequada — embora algumas, como o líder inconsciente e aleatório, definitivamente não sejam recomendadas.  

Mas o principal ponto é compreender que uma liderança humanizada e colaborativa será capaz de equilibrar a eficácia operacional com o bem-estar dos liderados. Isso resultará numa transformação do ambiente de trabalho, fazendo com que ele seja mais inclusivo e sustentável. 

Em um ambiente de trabalho onde a liderança é fraca, os membros da equipe podem se sentir perdidos, resultando em menor eficácia operacional, estagnação do potencial de cada liderado, impactando diretamente a capacidade da organização de inovar e crescer. 

Para facilitar o desenvolvimento das habilidades necessárias, a SOAP oferece o treinamento Liderança, que aborda inteligência interpessoal, intrapessoal e linguística. Isso inclui: 

  • Aprender a reconhecer e gerenciar emoções; 
  • Gerenciar mudanças; 
  • Formação de equipes; 
  • Gerenciamento de conflitos; 
  • Storytelling; 
  • Planejamento e muito mais. 

Descubra como impulsionar suas habilidades de liderança e transforme o seu ambiente de trabalho com o Treinamento Corporativo SOAP Liderança. Clique aqui e dê o próximo passo rumo a uma liderança mais humanizada e colaborativa. 



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