O que você deve aprender sobre a Jornada da Heroína

A Jornada da Heroína nasceu como uma resposta ao modelo proposto por Joseph Campbell.

Treinamento SOAP
01/08/2022
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A Jornada da Heroína nasceu como uma resposta ao modelo proposto por Joseph Campbell. Maureen Murdock, que foi aluna de Campbell, descreveu esse contraponto à Jornada do Herói, buscando imagens e símbolos compatíveis com a experiência das mulheres no mundo.

O modelo proposto por Murdock em “The Heroine’s Journey: Woman’s Quest for Wholeness” (A Jornada da Heroína: A Busca da Mulher pela Totalidade) não é apenas uma maneira de construir narrativas. 

Neste conteúdo, trouxemos um resumo para que você também possa inspirar mudanças na sua abordagem pessoal e profissional. Não deixe de conferir!

O que é a Jornada da Heroína?

A Jornada da Heroína é um conjunto de imagens e símbolos que representam o caminho de autodescoberta das mulheres no mundo. 

Esse caminho-modelo é usado para o Storytelling, criando narrativas de pessoas que estão em conflito com o ambiente e preconceitos estabelecidos até desenvolverem uma identidade que já não está restringida por estereótipos masculinos ou femininos.

É uma fonte de narrativas intimistas e que pode ser aplicada tanto a personagens mulheres como homens. Ademais, diferencia-se da Jornada de Herói que está mais ligada ao impacto da personagem no mundo, não tendo um foco tão voltado para si mesmo.

Quais são as etapas?

A divisão da jornada da heroína é realizada em 10 etapas, cada uma simbolizando um momento da relação da pessoa consigo mesma e com o mundo.

A separação do feminino

O despertar da jornada acontece quando a heroína entra em conflito com os atributos femininos, geralmente enxergados na figura materna.

Isto é, ela enxerga essas características como fraquezas, que é a visão estabelecida no ambiente ao seu redor. Assim, sua opção é pelo rompimento.

Identificação com o masculino

Graças ao contexto, os atributos tipos como fortes são os masculinos. Essa imagem faz com que a heroína busque meios de incorporá-los a sua personalidade.

Estrada das provações

A jornada da heroína prossegue com ela buscando a validação do ambiente ao redor. É um momento em que ela terá de lutar e se provar para continuar seu caminho.

Ilusão do sucesso

A seguir, a heroína é bem-sucedida em mostrar seus atributos de força, coragem, dominância, entre outras características. Afinal, venceu os obstáculos e inimigos.

Aridez do espírito

A vitória vem acompanhada de vazio. Embora tenha conquistado a validação do mundo exterior, a personagem não se sente bem consigo mesma.

Iniciação e descida para a deusa

O conflito interior leva a heroína a perceber que não alcançou aquilo que realmente desejava. Inicia-se um momento de dar um passo para trás e refletir sobre a jornada, culminando com a inclinação a buscar o feminino dentro de si.

Reconexão com o feminino

A virada da narrativa começa com o reencontro com uma figura feminina. Agora, atributos vistos como fraquezas, devido à influência do ambiente externo, são sinais de força, como sensibilidade, carinho, empatia, doçura e compaixão.

A cura da ruptura mãe/filha

Com isso, a protagonista vai se reconciliar internamente com as características que antes eram rejeitadas e externamente com as figuras que representam esses atributos, como reatar relações ou perdoar a mãe.

Cura de seu “masculino interior”

A seguir, essa reconciliação acontece com os elementos masculinos. A heroína passa a reconhecer sua importância, mas não são mais fatores acima dos elementos de sua feminilidade.

Integração entre masculino e feminino

O fim da Jornada da Heroína é o momento em que a pessoa se identifica com sua personalidade e modo de agir. 

Os atributos femininos ou masculinos preponderantes não são mais fruto de preconceitos, ou estereótipos, mas da pessoa vivendo de forma a sentir-se bem-consigo mesma.

Qual é a importância e impacto na vida real das mulheres?

A Jornada da Heroína é caracterizada pelo rompimento com preconceitos e mudanças pessoais. E assim, fonte de inspiração para mulheres que enfrentam as pressões do ambiente e para contar histórias que representam suas experiências.

Nos filmes, séries e animações, podemos encontrar bons exemplos de narrativas construídas a partir da Jornada da Heroína.

A jovem Mulan, por exemplo, que se disfarça de homem para se alistar ao exército e salvar o pai de uma doença. 

E, após diversas batalhas, conquista o sucesso junto ao imperador, mas retorna a sua terra natal e termina reconhecida sem se esconder por trás da imagem masculina.

Já Carol Davis, a Capitã Marvel, perde a memória de seu passado e desconecta-se de sua figura materna, enquanto precisa lidar com superpoderes para enfrentar um exército de invasores. Ao final, reconecta-se com atributos ligados à maternidade.

Em diferentes narrativas, a Jornada da Heroína pode inspirar as pessoas a serem protagonistas e viverem sem abrir mão de quem desejam ser, especialmente rompendo com preconceitos e estereótipos. É um estilo de narrativa poderosa, além de poder inspirar mudanças na vida real.

Gostou de conhecer a Jornada da Heroína? No blog, temos outras leituras para ampliar o repertório de liderança e referência profissional. Confira também o conteúdo Qualidades dos bons comunicadores para uma verdadeira liderança e complemente o que você até aqui!

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