Tomada de decisão: veja dicas, por onde começar e exemplos

Menos intuição e mais estratégia: confira um guia prático para tomar melhores decisões

09/02/2026
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Você já parou para contar quantas decisões toma em um único dia de trabalho? Por exemplo, aprovar um orçamento, escolher a melhor estratégia para um projeto ou definir prioridades da equipe. Um estudo da Cornell University aponta que um adulto toma cerca de 35 mil decisões por dia. 

O acúmulo de pequenas tomadas de decisão ao longo do dia gera o que especialistas chamam de “fadiga de decisão”. Quando é preciso fazer uma escolha estratégica, muitos profissionais já estão mentalmente esgotados, recorrendo à intuição ou cedendo à pressão do momento.  

O resultado? Retrabalho, custos elevados e oportunidades que ficam pelo caminho. 

Este artigo apresenta um guia prático para aprimorar sua capacidade de tomar decisões de forma mais estratégica e consciente. 

O que é tomada de decisão e por que ela importa 

Tomada de decisão é o processo de escolher entre diferentes alternativas para resolver um problema ou aproveitar uma oportunidade. No ambiente corporativo, esse processo envolve análise de dados, avaliação de riscos, consideração de impactos e alinhamento com objetivos estratégicos. 

A importância da tomada de decisão está diretamente ligada aos resultados que uma empresa consegue entregar. Decisões mal fundamentadas podem gerar desperdício de recursos, desmotivação de equipes e danos à reputação da marca. Por outro lado, escolhas bem estruturadas impulsionam crescimento, inovação e competitividade. 

Por onde começar: os primeiros passos na tomada de decisão 

Defina claramente o problema 

O primeiro passo para tomar uma boa decisão é entender exatamente qual problema você está tentando resolver. Muitas escolhas erradas acontecem porque o problema foi mal definido desde o início. 

Faça as seguintes perguntas: 

  • Qual é a situação atual?  
  • O que precisa mudar?  
  • Quais são as causas raízes do problema?  

Quanto mais específico você for nessa etapa, mais fácil será encontrar soluções adequadas. 

Reúna dados relevantes 

Decisões baseadas em dados são mais confiáveis do que aquelas fundamentadas apenas em percepções. Para construir uma base sólida de informações: 

  • Levante dados históricos: analise como situações semelhantes foram resolvidas anteriormente e quais resultados geraram. 
  • Monitore indicadores de desempenho: KPIs e métricas relevantes ajudam a quantificar o problema e medir impactos. 
  • Acompanhe tendências de mercado: entenda o contexto externo e como ele pode influenciar sua decisão. 
  • Colete feedbacks: ouça clientes, equipes e stakeholders que vivenciam o problema no dia a dia. 
  • Use ferramentas adequadas: dashboards, relatórios e plataformas de análise transformam dados brutos em insights acionáveis. 

O importante é coletar informações que realmente se relacionem com o problema identificado, evitando a paralisia por excesso de dados. Foque no que é relevante para a decisão em questão. 

Identifique alternativas possíveis 

Listar diferentes caminhos é essencial para ampliar suas opções. Nem sempre a primeira ideia que surge é a melhor. Reserve tempo para explorar alternativas, considerar diferentes cenários e envolver outras pessoas no processo. 

A diversidade de perspectivas ajuda a enxergar soluções que, sozinho, você talvez não conseguisse identificar. Esse exercício de mapeamento é fundamental para decisões mais robustas. 

Avalie riscos e impactos 

Cada alternativa carrega riscos e benefícios. Avalie o impacto de cada opção em diferentes áreas: financeira, operacional, de pessoas e de imagem. Considere também o curto, médio e longo prazo. 

Perguntas úteis nessa etapa incluem:  

  • Qual é o pior cenário possível?  
  • O que acontece se não tomarmos nenhuma decisão?  
  • Quais recursos serão necessários para implementar cada alternativa? 

Funcionários durante treinamento sobre como se comunicar com eficiência

Como evitar vieses na tomada de decisão 

Vieses cognitivos são armadilhas mentais que distorcem nossa percepção e julgamento. Eles podem levar a decisões precipitadas ou equivocadas, mesmo quando temos dados disponíveis. 

  • Viés de confirmação: tendência a buscar apenas informações que confirmem nossas crenças iniciais. Para evitá-lo, procure ativamente dados que contradigam sua hipótese. 
  • Viés de ancoragem: dar peso excessivo à primeira informação recebida. Combata isso considerando múltiplas fontes e revisitando premissas iniciais. 
  • Viés de disponibilidade: basear decisões em exemplos que vêm facilmente à mente, geralmente por serem recentes ou marcantes. A solução é buscar dados históricos e análises mais amplas. 
  • Viés de grupo: pressão para concordar com a maioria, mesmo quando há discordâncias. Crie espaços seguros para que diferentes opiniões sejam expressas. 

Modelos práticos para estruturar decisões 

Matriz de prós e contras 

Um dos métodos mais simples e eficazes.  

  • Liste os pontos positivos e negativos de cada alternativa.  
  • Atribua pesos diferentes conforme a importância de cada fator.  

Essa visualização facilita a comparação objetiva entre opções. 

Análise de impacto x esforço 

Avalie cada alternativa em dois eixos: 

  1. O impacto que ela gerará  
  1. E o esforço necessário para implementá-la.  

Priorize ações de alto impacto e baixo esforço, conhecidas como “quick wins”. Esse modelo é especialmente útil quando há limitação de recursos. 

Método SWOT 

O nome SWOT vem das iniciais em inglês de Forças (Strengths), Fraquezas (Weaknesses), Oportunidades (Opportunities) e Ameaças (Threats). Esse framework ajuda a ter uma visão holística dos fatores internos e externos que podem influenciar o resultado da decisão. 

Análise de custo-benefício 

Compare os custos envolvidos em cada alternativa com os benefícios esperados. Esse modelo é particularmente útil em decisões financeiras ou de investimento, permitindo uma avaliação objetiva do retorno esperado. 

O papel dos dados na tomada de decisão 

A transformação digital tornou o acesso a dados mais democrático, mas também trouxe o desafio de saber interpretá-los corretamente. Decisões data-driven não são sobre ter mais números, mas sobre extrair insights relevantes. 

Para tomar decisões realmente baseadas em dados, é preciso: 

  • Garantir qualidade: dados desatualizados ou incorretos levam a conclusões erradas. 
  • Contextualizar informações: números isolados não contam a história completa. 
  • Visualizar de forma clara: gráficos e dashboards facilitam a interpretação. 
  • Comunicar insights: dados precisam ser traduzidos em recomendações acionáveis. 

Profissionais que dominam o data storytelling, isto é, a técnica de contar histórias por meio de dados, conseguem transformar números em narrativas convincentes, facilitando o alinhamento e a implementação de decisões estratégicas. 

Decisões sob pressão: como agir quando o tempo é curto 

Nem sempre há tempo para análises detalhadas. Em situações de urgência, algumas estratégias podem ajudar: 

  • Estabeleça critérios mínimos: defina previamente quais fatores são inegociáveis em qualquer decisão. Isso acelera o processo de filtragem de alternativas. 
  • Use a regra 70/30: pesquisas indicam que decisões tomadas com 70% das informações necessárias tendem a ser tão eficazes quanto aquelas com dados completos, mas consomem muito menos tempo. 
  • Confie em frameworks testados: ter modelos de decisão pré-estabelecidos reduz o tempo de análise sem comprometer a qualidade. 
  • Comunique rapidamente: em cenários de pressão, a velocidade de comunicação da decisão é tão importante quanto a decisão em si. 

Como comunicar decisões de forma assertiva 

Tomar uma boa decisão é apenas parte do trabalho. Comunicá-la de forma clara e persuasiva é fundamental para garantir o engajamento e a implementação efetiva. 

Sobre a comunicação, veja algumas dicas: 

  • Seja transparente sobre o processo: explique como a decisão foi tomada, quais fatores foram considerados e por que determinada alternativa foi escolhida. Isso gera confiança e reduz resistências. 
  • Adapte a mensagem ao público: diferentes stakeholders têm diferentes interesses. A alta liderança pode se importar mais com impactos financeiros, enquanto equipes operacionais querem entender mudanças no dia a dia. 
  • Antecipe dúvidas e objeções: prepare-se para responder questionamentos. Isso demonstra que a decisão foi bem fundamentada. 
  • Defina próximos passos: decisões precisam se traduzir em ações. Deixe claro quem fará o quê, quando e como o progresso será monitorado. 

Líderes que dominam comunicação assertiva conseguem transformar decisões em movimento, alinhando equipes em torno de objetivos comuns. 

Desenvolva suas habilidades de tomada de decisão 

A tomada de decisão é uma competência que pode ser desenvolvida e aprimorada continuamente. Profissionais e organizações que investem nessa capacidade colhem resultados expressivos em produtividade, inovação e desempenho. 

A SOAP oferece treinamentos corporativos que fortalecem habilidades essenciais relacionadas ao processo decisório: 

  • SOAP Data Storytelling: você e seu time aprendem a transformar dados em insights e narrativas que fundamentam decisões estratégicas. 
  • SOAP Pensamento Criativo: desenvolve a capacidade de pensar fora da caixa, explorar alternativas inovadoras e testar hipóteses. 
  • SOAP Liderança: aprimora a capacidade de tomar decisões como líder, considerando impactos em equipes e resultados organizacionais. 

Transforme decisões complexas em processos estruturados, replicáveis e orientados a resultados. Entre em contato e descubra como nossos treinamentos podem preparar sua equipe para enfrentar desafios com mais segurança e eficácia. 



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