Investir em comunicação se torna cada vez mais essencial para empresas e profissionais de diferentes setores
Em um mercado volátil e tecnológico, as habilidades de comunicação ganham ainda mais relevância para profissionais de diferentes áreas. Mas quais dessas competências serão as mais requisitadas em 2024?
O “Future of Jobs Report”, relatório elaborado pelo Fórum Econômico Mundial, é um ótimo ponto de partida para entender as exigências do mercado para os próximos anos.
O estudo revela que liderança e influência social são algumas das competências corporativas que mais ganharão destaque, assim como as habilidades de empatia, escuta ativa e resiliência.
Essas competências são muito importantes pois ajudam as organizações a criarem um ambiente de comunicação aberto e transparente, promovendo a troca livre de ideias, feedback construtivo e uma cultura de colaboração.
A empatia, por exemplo, é essencial para compreender as perspectivas, necessidades e preocupações dos colegas de trabalho, colaboradores e clientes.
Ao agir com empatia, um profissional se torna capaz de estabelecer conexões mais profundas e relacionamentos de confiança, pontos fundamentais para uma comunicação eficaz.
Tudo isso também se reflete na relação com os clientes e parceiros, contribuindo para a construção de relacionamentos sólidos e duradouros.
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Esta é a quarta edição do relatório elaborado pelo Fórum Econômico Mundial. Seu principal objetivo é apresentar um panorama sobre o futuro do trabalho e quais são as habilidades mais requisitadas pelos trabalhadores. O documento faz uma projeção para os anos de 2023 a 2027.
Para desenvolver essa nova edição do relatório, o Fórum Econômico Municipal ouviu 803 empresas ao redor do mundo, responsáveis por empregar 11,3 milhões de pessoas.
Ao todo, o “Future of Jobs Report” listou as 10 habilidades mais requisitadas pelo mercado para os próximos anos. São elas:
Mas, neste artigo, vamos focar especificamente em três delas, que estão mais relacionadas diretamente com a comunicação: resiliência, flexibilidade e agilidade; empatia e escuta ativa; liderança e influência social.
Apesar de ter sido lançado em 2023, o relatório do Fórum Econômico Mundial apresenta insights importantes para entender as dinâmicas do mercado de trabalho nos próximos anos. As habilidades comportamentais indicadas podem influenciar — e muito — as futuras contratações.
E não só isso, a postura dos profissionais que já estão no mercado também tende a ser avaliada com base nestas tendências. Estar atualizado é extremamente importante para se manter um passo à frente e se adequar às exigências das organizações, especialmente as líderes de mercado.
Três das habilidades mencionadas no relatório dialogam diretamente com o fator comunicação, cada vez mais importante dentro do ambiente corporativo. A comunicação é quase como uma espinha dorsal dentro das organizações, garantindo o funcionamento eficiente das operações e, consequentemente, o sucesso da companhia.
Por meio de uma comunicação assertiva, os colaboradores têm a capacidade de compreender com mais clareza os objetivos, metas e expectativas da empresa, dos colegas e da liderança. Além de minimizar erros, isso contribui para a criação de um ambiente de trabalho mais colaborativo e transparente.
Dentro desse contexto, as habilidades destacadas pelo relatório evidenciam a demanda por profissionais que não só têm compreensão sobre a importância do tema, como estão preparados para construir essa cultura dentro das empresas.
O relatório “Future of Jobs Report” indica que 32% das empresas vão investir em resiliência, flexibilidade e agilidade nos próximos cinco anos. Essa habilidade está em segundo lugar no ranking dos maiores investimentos das empresas até 2027.
Um profissional resiliente é capaz de lidar com desafios e adversidades do dia a dia de maneira saudável e eficaz. Essa habilidade desempenha um papel importante nas relações interpessoais, pois estimula que os colaboradores enfrentem conflitos e superem obstáculos juntos.
Mas, para isso, é preciso também desenvolver a flexibilidade e agilidade. Ou seja, a capacidade de se adaptar a diferentes ambientes ou situações e de entregar projetos e tomar decisões em curto espaço de tempo. Tudo isso demonstra eficiência e destaca o profissional no mercado.
“Eu preciso ser resiliente, flexível e ágil, mas preciso mostrar que eu sou assim para o outro. Porque é uma habilidade relacional. Eu não sou resiliente só comigo mesma, eu sou resiliente àquilo que me acontece. Eu sou flexível com demandas e entregas. Não sou ágil sozinho, sou ágil também em grupo”, disse Érika Barros, Head de Produto e Inovação da SOAP, ao explicar a relação direta dessas competências com a comunicação.
Já a empatia e a escuta ativa se conectam com a comunicação justamente pela necessidade de aprender a lidar com o outro de maneira saudável. Ouvir atentamente o que a outra pessoa tem a dizer, demonstrar interesse genuíno por suas palavras, tentar compreender seus sentimentos e colocar-se no lugar dela tem se tornado cada vez mais essencial dentro das empresas.
“Eu preciso ouvir o outro, me conectar com a realidade do outro. Preciso adequar a minha linguagem ao outro. Preciso me fazer entender para criar aproximação e não um distanciamento”, destacou Érika Barros.
O “Future of Jobs Report” aponta a empatia e a escuta ativa como prioridades para 24% das empresas nos programas de melhoria de competências e requalificação até 2027.
Por fim, temos a liderança e a influência social. De acordo com o relatório do Fórum Econômico Mundial, essas habilidades estão em primeiro lugar no ranking em volume de investimento das empresas nos próximos anos, com cerca de 40% das empresas decididas a investirem nelas.
A liderança envolve a habilidade de guiar outras pessoas em direção às metas desejadas, influenciando o comportamento e as decisões dos liderados. Já a influência social é a capacidade de afetar as opiniões, comportamentos e decisões de outras pessoas.
Tudo isso, no entanto, deve ser feito de maneira ética e construtiva, com base na confiança, empatia e comunicação eficaz.
“Para eu ser um bom líder preciso me comunicar como um líder inclusivo e não autocrático. E influenciar e também sobre se comunicar, é sobre se colocar, sobre ser aberto”, pontuou Érika Barros.
Leia também: Qual a diferença entre liderança autocrática, democrática e liberal?
Acompanhar as tendências do mercado é importante não apenas para manter os profissionais atualizados, mas para ajudá-los a entender a importância de aprimorar constantemente suas competências.
Ao conhecer e investir nas habilidades de comunicação destacadas neste artigo, por exemplo, os profissionais têm a oportunidade de se tornar comunicadores mais eficazes e influentes em seus ambientes de trabalho, o que é especialmente relevante em um cenário empresarial dinâmico e em constante mudança.
Para as empresas, o relatório “Future of Jobs” ajuda a identificar para quais habilidades devem direcionar os investimentos em treinamentos corporativos.
Os treinamentos de comunicação proporcionam às equipes as ferramentas e estratégias necessárias para que possam se expressar de maneira clara, eficaz e persuasiva. Isso é fundamental para garantir que as mensagens sejam compreendidas e assimiladas corretamente, minimizando mal-entendidos e conflitos no local de trabalho.
Além disso, são eficazes para ajudar a construir a confiança dos funcionários em diferentes situações, como falar em público, conduzir reuniões, escrever documentos e se comunicar com colegas, clientes e superiores.
Por último, aprimorar as habilidades de comunicação por meio de treinamentos pode melhorar as relações interpessoais e a gestão de conflitos e a capacidade de influenciar positivamente os outros. Ou seja, investir na qualificação dos profissionais beneficia a organização como um todo, promovendo uma comunicação mais eficaz e um ambiente de trabalho saudável e colaborativo.
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