O dia a dia corporativo, repleto de tarefas, exige total concentração.
O dia a dia corporativo, repleto de tarefas, exige total concentração. Ter de encontrar soluções para todos os problemas que aparecem é estressante e cansativo.
Quando a ansiedade e as preocupações tomam conta da mente dos profissionais, as reuniões profissionais também costumam ser prejudicadas. Afinal, não é fácil deixar os problemas alheios ao tema da reunião da porta para fora.
Na hora H, as pessoas podem perder a linha de raciocínio do apresentador e sair de lá com algumas dúvidas. Como consequência, seus desempenhos não são tão bons na hora de colocar o que foi discutido em prática.
Por isso, quem tem a responsabilidade de passar uma mensagem importante em uma reunião precisa se valer de recursos de apoio.
Um dos mais efetivos é escolher a narrativa que mais se adequa a cada contexto. Dependendo da forma como se conduz o discurso, a audiência pode ficar mais ou menos atenta ao conteúdo exposto. Há vezes em que o melhor é ser objetivo e ir direto ao ponto. Já em outras é mais indicado utilizar metáforas para ser o mais didático possível.
Neste blog post, explicaremos estes dois modelos narrativos e mostraremos quando é apropriado utilizar cada um deles.
Suponha que a meta de uma equipe era crescer as vendas em 50% no semestre, mas o crescimento foi de apenas 20%. Agora, um profissional do time precisa contar para o chefe que não atingiram o resultado esperado.
Em reuniões de resultados, é normal que a audiência esteja ansiosa. Por isso, em vez de enrolar e criar um suspense na tentativa de evitar decepcionar o gestor, que tal ir direto ao ponto? Comece com a má notícia de maneira objetiva. No tempo restante, poderá apresentar as justificativas para o baixo crescimento e dar mais peso às soluções para o próximo semestre.
Outro cenário em que ir direto ao ponto é melhor, é quando o tempo da apresentação é curto. Desta forma, você aumenta suas chances de que o conteúdo principal seja absorvido por todos – mesmo que ocorram imprevistos, como alguém precisar se ausentar antes do fim da reunião.
Um economista fará uma palestra para alunos universitários do primeiro ano de jornalismo. A ideia é proporcionar um primeiro contato dos estudantes com a área para despertar neles o interesse por jornalismo econômico.
Como os assuntos abordados não fazem parte do dia a dia desta audiência, o ideal é que sejam utilizados recursos para facilitar a compreensão e a retenção da mensagem. Nestes casos, uma alternativa é o uso de metáforas.
Em reuniões e apresentações corporativas mais complexas você pode, por exemplo, fazer uma metáfora da sua equipe com um time de futebol para falar dos acertos e erros do grupo.
Ou, então, permear toda a sua apresentação com esta técnica narrativa – como ocorreu no evento Fórum Soluções, da Microsoft, em 2009. Logo após a crise de 2008, quando a empresa estava otimista e buscava retomar crescimento e investimento, adotaram o tema “É HORA DE ACELERAR!”, em alusão à Fórmula 1. Até o cenário era de uma corrida de carros.
Além de “direto ao ponto” e “metáfora”, existem outros recursos narrativos que podem ajudá-lo a elevar a atenção da audiência. Nos próximos blog posts, falaremos sobre eles. Ao adaptar o seu discurso aos ouvintes, as chances de que você consiga engajá-los são muito maiores!